5/10/09

Taís Gomes,
E se saísse sem pressa? E se chorasse até pegar no sono? E se corresse sem motivo? E se deixasse de ser ‘certinha’ e explodisse de verdade? E daí se eu falasse o que penso?
De que adianta ser forte e desabar no silêncio do espelho? E se a estrada fosse curta? E se o futuro fosse certo? E se eu repaginasse a minha história? E se deixasse de acreditar nos sonhos? Estaria eu livre dos meus desejos?
E se mudasse a cena ou congelasse o que me faz bem? E se me interessasse por coisas novas? E se encarasse todos os desafios de olhos fechados?
E se mudasse de cidade, país … mudaria a mim mesma ou seria apenas um meio de fuga diante daquilo que tenho medo de enfrentar? Medo, quem não o tem? E se eu deixasse o medo de lado e mudasse todos os meus hábitos … Me sentiria melhor?
Porquê digito com voracidade tudo o que penso? Porquê preciso deletar o que gostaria de escrever? Ah, sei o por quê … tenho princípios … Aff!!
Escrever é minha terapia já percebi isso. Agora, dá licença, que eu vou repaginar-me!!!
10/8/09

Taís Gomes
"Mas a gente aprende a vida é uma escola”… Já cantava o Só pra Contrariar… E não é que eles tinham razão? Que lição deixamos de aprender nessa interminável escola que é a vida?
Eu não sou expert no assunto, mas tenho aprendido muito com as portas fechadas, as quedas, os delizes, os ‘nãos’, a raiva, o medo, as lágrimas e o silêncio, o temido e odiado silêncio! Ele tem me ensinado muito.
Aprendi o perdão para superar a raiva, aprendi medir a distância das portas fechadas para tomar fôlego e arrombá-las no momento oportuno. Aprendi ouvir os ‘nãos’ como um alarme pra que eu corra atrás do ’sim’. Nem sempre é fácil. Mas eu continuo nessa estrada de pedras e continuarei firme. O caminho é longo e eu posso me cansar, mas não me dobrarei. Comprometo-me a não me curvar diante de tudo que virá.
Estou nessa escola para aprender, para tirar proveito, para ‘fazer do limão uma limonada’.
Em todas as minhas quedas de bicicleta aprendi a contornar e encarar os obstáculos, entender o erro, entender as causas para a queda. Em todos os tropeços de patins, prestei mais atenção nas pedras que insistiam em meu caminho. As pequenas pedras, as mais insignificantes. Porque as grandes conseguimos ver de longe, mas as pequenas só quando estamos muito próximos.
Eu não quero palestrar. Talvez escrever seja a minha melhor terapia. É como se eu conseguisse concatenar as idéias, os planos, o que realmente penso sobre o presente e futuro.
Às vezes me concentro em todos os passos em falso que dei. Todas as atitudes e palavras que escaparam da minha boca. Em todos os medos que tentam me seguir. Mas concentrar-me em tudo isso é perder o melhor da vida e o único que poderá decidir meu futuro; o PRESENTE!