29/10/09
I Miss you
Taís Gomes
Taís Gomes

Se eu pudesse, recortaria o céu azul claro que vejo agora. E se pudesse, guardaria esse vento suave que toca a minha pele, só pra você sentir esse mesmo ar de liberdade. Pareço encontrar o cenário ideal das minhas histórias, as letras dos meus sonhos. Um novo filme passa em minha mente. Flashs de um encontro inesperado. Vejo o seu sorriso. Vejo o olhar de ternura que devolve para mim. Sinto suas mãos tocando as minhas. Um toque suave. Um jeito só seu. Sinto um perfume, o que você gosta. Duas essências se misturam. Você sorri novamente, feito um anjo parado a minha frente. Um anjo de olhos verdes.
O filme continua na minha mente, o céu continua azul. A luz do sol faz arder os olhos. Um desejo mais profundo brota; o de párar o tempo por esse momento. Os segundos correm, voam, quero roubá-lo. Quero você tão perto, bem mais perto. Quero o seu cheiro a se confundir com o meu.
Por mais um instante, eu seria capaz de fazer tudo outra vez. Seria capaz de escrever todas as linhas da minha vida novamente. Te procuraria em qualquer lugar. E te encontraria no lugar onde você sempre esteve. Sempre esperando por mim.
Um céu alaranjado mostra-me que o entardecer está indo embora. Dentro de alguns instantes, uma nova cor surgirá. Mais um capítulo das minhas emoções.
Um sonho mais intenso. Um beijo roubado. Um coração que dispara quando ouve a sua voz suave, quase um sussurro, mais verdadeiro do que qualquer gesto.
Um calor, o calor do seu abraço, da sua companhia, do seu sorriso. Você sorri novamente. Fecha os olhos, percebo a expressão de paz, de sossego, de amor que estampa em seu rosto. Congelaria o tempo nesse sorriso tranquilo. Pararia o filme nessa cena. Encostaria mais uma vez a minha cabeça sobre seu peito. Um refúgio para aliviar a saudade que sinto a cada pulsar.
As letras dos meus sonhos ganham vida, vejo cada palavra sendo escrita. Agora, sou eu quem sorrio aliviada. Quem suspiro, quem viajo, quem ouço uma nova canção. Uma canção de amor. Uma canção só nossa.
As páginas de um diário confessam cada verso de uma história. Cada gesto. Consegue descrever seus dedos deslizando em meus cabelos. A perfeição é tamanha. Posso sentir você comigo novamente. Respiro fundo, como se quisesse roubar o próprio ar do nosso encontro. Olho em seus olhos e descubro que o personagem das minhas histórias é o mesmo dos meus sonhos. Igualzinho. A noite cai, volto o olhar, adivinho seus pensamentos e desejo ficar em silêncio ouvindo apenas o som da nossa respiração, num abraço sem fim, em um elo eterno!


Imagino-o tirando a carta de seu bolso, seus dedos suados, segurando-a, quer a essência dela. Seu coração dispara, ele está ansioso, quer ler as últimas linhas logo, só pra relê-la quando terminar, quer sentir a essência novamente. Finge ouvir minha própria voz em cada palavra. Não acredita no que lê. Sente medo? Imagina-me por mais uma vez, tenta imaginar o meu modo de escrever, imagina quantas vezes parei pra pensar enquanto escrevia. Tenta sentir o perfume dos meus dedos. Em cada palavra que lê, se surpreende, não pensa que é tão especial assim. Sentimentos aflorados, letras tímidas, porém sinceras. Ele me imagina lhe contando tudo o que escrevi e o seu coração dispara mais uma vez. Timidamente, ele termina de ler e se pergunta se tudo isso é um sonho, se for, pede baixinho que não lhe acordem nunca!!!

Ao vê-la embriagada pelas palavras…
seduzida pela curiosidade de conhecer o oculto…
ansiosa por tirar o laço que embrulha essa caixa…
ofegante torna-se a respiração ao deparar-se com o papel de embrulho…
com muita sutileza, desembrulha o pacote para não lacerar a "pele" que encobre essa caixinha…
a expectativa em abri-la é o que instiga sua alma…
o tempo pára, não sente sequer a brisa na chegada da noite…
a lua aponta no céu… chegou a hora de despedirsse…
a despedida é o remédio amargo que desce pela garganta…
a distância é como o carrasco que aprisiona a alma…
os ponteiros do relógio parecem não sair do lugar…
enlouquecida pelo reencontro sai em revoada….
ao rever o amado respira fundo, como se fosse o último fôlego…
o coração palpita intensamente….
…Ele percebe o quanto também está embriagado pelas palavras dela,
confessa que o seu coração dispara ao ouvi-la
o seu corpo estremece ao ter a sensação de proximidade
a sua pureza e ternura lhe seduzem
o tempo pára, o silêncio denuncia a respiração ofegante
o embrulho solta-se, desprende-se dos laços
a caixinha quer um dono
Em meio à inibição, os olhares trocam também uma promessa
de ficarem juntos para sempre
então recomeça a árdua, mas preciosa, tarefa de fazer suscitar um coração que pulsa….
By André Ruíz e Taís Gomes


"Como ficar longe de você se ao meu lado percebo q tem um ELO q enlaça nossas vidas? Eu não teria razão pra acordar se não fosse pra saber da tua existência, não teria motivos pra sorrir se não me inspirasse em você. Não escreveria essas linhas se soubesse q vc não iria ler. Que graça teria a vida se não tivesse a sua cor estampada nela??"

Vontade de pisar na grama molhada, molhada pela chuva do amanhecer.
Vontade de sair correndo por ela, feito criança. Descalça, sentir o asfalto úmido, dobrar a barra da calça e sentir cada gotícula a respingar em minha pele.
Vontade de ir pra onde tem verde, fugir da realidade do dia-a-dia, deitar na grama, respirar ar puro e ler um bom livro.
Vontade de virar o rosto em direção ao sol e deixá-lo marcar-me com seus raios. Senti-lo aquecendo-me, como se levasse embora os dias frios.
Vontade de ficar a manhã inteira ouvindo os pássaros cantarem em sintonias diferentes.
Vontade de ligar para todos os meus amigos, os de perto, os de longe, os chegados, os distantes. Os que vi poucas vezes, mas tive a sensação de que jamais esqueceria. Os que vejo uma vez ao ano, mas que quando falo parece que estamos juntos sempre.
Vontade de reunir todos os rostos que passaram em minha vida um dia. Desde o dia do meu nascimento e sorrir tranqüila porque lembrei de todos eles, alguns estavam completamente apagados de minha memória.
Vontade de não ter horário pra chegar, pra sair, pra chorar, pra rir, pra me soltar, desabafar e até pular de felicidade.
Vontade de correr no mar, encarar as ondas e chutá-las como se representassem as barreiras que tenho que lutar dias após dia.
Vontade de fazer alguém sorrir apenas com o meu Bom Dia.
Vontade de ficar em silêncio ao lado de alguém especial que somente a minha companhia seja suficiente.
Vontade de cantar uma canção de ninar pra qualquer bebê e esperá-lo dormir só pra ouvir a sua respiração tranqüila.
Vontade de ficar espiando na janela o dia frio e reparar em cada pingo de chuva que molha a vidraça.
Vontade de fotografar minhas caretas.
Vontade de sair na chuva e procurar a minha imagem em cada poça d’ água.
Vontade de pular nas poças feito maluca, só pra relembrar os tempos bons de infância.
Vontade de ver fotos antigas.
Vontade de apagar todas as pessoas que me feriram um dia.
Vontade de sair com qualquer roupa sem ter que se preocupar com as cores se combinam ou não, só pra provocar atenção e risada das pessoas.
Vontade de esperar pôr-do-sol em algum lugar alto.
Vontade de sair cedo sem blusa só pra sentir o frio na pele.
Vontade de sair agasalhada e saber que estava com a roupa certa no dia recorde de frio.
Vontade de rir até faltar fôlego reunida com todos os que me querem bem.
Vontade de assistir um filme e chorar até as letrinhas subirem.
Vontade de beber um chá quente, depois de um banho quente, onde o vapor ficou estampado nos vidros, aproveitar e escrever meu nome no espelho.
Vontade de dançar sem saber os passos.
Vontade de ouvir todas as músicas que me lembram alguma época de minha vida.
Vontade de ficar sem fazer nada e acordar cedo pra ficar mais tempo sem ter o que fazer.

Vontade de assoprar bolinhas de sabão e vê-las a se perder no ar.
Vontade de ser um bichinho de estimação simplesmente para não ter o que se preocupar.
Vontade de estar atarefada e correr contra o tempo pra tentar encaixar mais coisas pra se ocupar.
Vontade de tomar sorvete de todos os sabores sem se preocupar com o resfriado.
Vontade de estudar todos os idiomas pra compreender todos os seres.
Vontade de emendar o feriado com o dia ensolarado, viajar sem ter hora pra chegar.
Vontade de ser uma mosquinha para ouvir pequenas e preciosas conversas.
Vontade de sentir todos os cheiros que trazem lembranças de algum lugar ou situação que passei.
Vontade de ficar olhando para lua e tentar contar as estrelas, me perder na conta e começar tudo outra vez.
Vontade de abraçar minha família, viajar pelo Brasil e surpreender-nos com cada lugarejo.
Vontade de molhar os pés com a água da cachoeira.
Vontade de sentar na areia fina, cobrir o corpo com ela e deixar os raios de sol aquecer cada grão.
Vontade de escrever todos os textos que vierem à cabeça. Passar a limpo todos os poemas, escrever novos com rimas e depois lê-los para alguém.
Vontade de gritar meus sonhos no eco só pra ouvir se não esqueci de nenhum.
Vontade de andar de devagar, sem pressa, sem rumo.
Vontade de falar bem baixinho.
Vontade de falar em código.
Vontade de não falar nada.
Vontade de sentir o perfume de uma rosa.
Vontade de me cortar com os espinhos só pra compreender que eles são necessários para a proteção da rosa, semelhantes aos espinhos de nossa própria vida.
Vontade de colher uma fruta do próprio pé.
Vontade de presentear todos os meus amigos.
Vontade de cumprir todas as promessas que fiz a mim mesma.
Vontade de olhar nos olhos de alguém e me encontrar ali, surpreendida com minhas novas lágrimas, desconhecidas de mim mesma.
Vontade de realizar todas minhas vontades e sorrir porque encontrei na simplicidade a mais nova companheira; a felicidade!
Mergulho em seus olhos, no verde oceano deles e deixo-me afogar, quero tê-lo comigo, ter a paz do seu abraço e o descanso da sua voz que silencia qualquer dor… Quero entender seus medos, ser o ar que alivia os soluços… quero inspirar-me em sua vida !! Deixar-me manipular por minhas próprias emoções !!
Encontrar paz nos seus passos lentos em minha direção… Não quero perdê-lo de vista… Não dessa vez, porque Essa é a MINHA VEZ !!!