Vou te contar…

… Lembranças, Pensamentos, Saudades e Indagações !!

26/5/08

Minha vez…

 Mergulho em seus olhos, no verde oceano deles e deixo-me afogar, quero tê-lo comigo, ter a paz do seu abraço e o descanso da sua voz que silencia qualquer dor… Quero entender seus medos, ser o ar que alivia os soluços… quero inspirar-me em sua vida !! Deixar-me manipular por minhas próprias emoções !!
Encontrar paz nos seus passos lentos em minha direção… Não quero perdê-lo de vista… Não dessa vez, porque Essa é a MINHA VEZ !!!

criado por taisgomds    15:41 — Arquivado em: POESIAS

LIBERDADE

"Liberdade é pouco. O que quero ainda não tem nome." Palavras de Clarice Lispector e eu me pergunto; Onde está a paz dessa liberdade? Onde a saudade não invade? Voar livremente seria tão possível sem antes faltar algo? Não sei, duvido da liberdade. Nunca ninguém estará no auge da liberdade, sempre se sentirá preso em alguma coisa ou em alguém por menor que seja… pode parecer estranho, mas é verdade…
Estou tão livre nesta cidadezinha, mas quero a Liberdade de está em minha casa, "fuçando a net", pedindo uma pizza quentinha de mussarela ou preparando um brigadeiro de panela… sei lá … Liberdade !

* Registrei isso em meu diário durante uma viagem em Fortaleza… vai entender o que é LIBERDADE !? rs

criado por taisgomds    14:47 — Arquivado em: COTIDIANO

22/5/08

China Soterrada

Neste momento, o mundo pára pra atender a China. A China
enfrenta uma tragédia por conta do terremoto que abalou e
destruiu milhares de escolas e prédios em cidades e vilas
próximas ao epicentro, na Província de Sichuan.OITENTA mil
pessoas estão mortas ou desaparecidas. Sim, eu disse OITENTA
MIL.
Na televisão, imagens da destruição em massa. Uma jovem
chora desesperada porque sabe que sua família inteira
morreu. Um rapaz passa com uma placa na mão, o que aquelas
letras desconhecidas significam? Lágrimas não há mais o que
ele quer é encontrar seus parentes.
Gritos em desespero de pessoas que encontraram seus
familiares já sem vida. Os desabrigados foram levados para
um abrigo onde são fornecidos alimentos e roupas. As roupas
não lhe aquecerão na fria e sombria China, os alimentos não
saciarão sua fome. Porque a sede que eles têm é de
reencontrar sua família, querem o abraço do marido e do
filho, o carinho da esposa, o sorriso sem dentes do bebê de
olhos "puxados".
Silêncio… Silencio-me, a emoção surge ao ver essas
imagens. Onde estão todas essas pessoas? Embaixo dos
escombros, chorando baixinho com a pouca vida que lhes
resta, afinal, já se passaram dez dias e nada… Que Deus
lhes dê forças e que sejam achados… Uma pergunta me
inquieta: Seria o fim dos tempos, meu Deus?

criado por taisgomds    17:21 — Arquivado em: INDIGNAÇÃO

Jauly, minha pequena…

Pelas frestas, ela olhava curiosa com aqueles olhos cor de madeira, carinha de anjo que me fazia perder neles. Ao seu lado, eu esquecia do tempo e me divertia ao vê-la. Curiosa, queria saber pra onde estava indo… inquieta deixava vazar seus gemidos. Dentro de uma caixa nas mãos de uma garotinha que não sabia do vínculo de amor que estava sendo formado naquele exato momento. Como impedir? A permissão para ficar com a nova companhia que foi aceita e instantes depois já tinha conquistado a todos, já era a mais nova integrante da família.
Jauly, minha jaulynha, chamada assim por causa do apelido da dona de sua mãe. Pareço criança ao me lembrar dela, do seu sorriso… Eu sempre dizia que ela sorria para mim. Ela sempre estava contente, o que tanto a alegrava? Saudades… Lembro tanto de quando ela chegou em casa, trazida pela minha irmã, eu não via a hora de amanhecer pra contar pras minhas coleguinhas de escola que agora tinha uma cadelinha.
Basset ou “Salsichão” como costumavam chamar sua raça, porque ela era cumprida, marrom e não crescia. Preguiçosa, odiava tomar banho, passava o dia inteiro trancada na sua casinha só pra poder fugir do banho.
A Jauly fez parte mesmo da minha família. Eu me recordo das vezes que eu, tristinha, me sentava no quintal e logo ela vinha com aquelas dentinhos inferiores à mostra. E eu ficava contando minha vida, minhas amarguras e ela me "ouvindo" como se me compreendesse bem…
Levava broncas por causa dos seus exagerados latidos. Para ela não era. Ela queria mostrar a gratidão que sentia pela nossa família e fazia de tudo para nos proteger. Quantas viradas de ano passamos aborrecidos com seus latidos por causa dos fogos… O que ela queria e não entendíamos era comemorar também.

 
Mas um dia como tudo nesta vida passa, a minha Jaulynha passou. O primeiro sintoma de sua velhice foi a maneira como se isolou e a perda de uma parte da visão. Chamávamos, ela vinha alegre olhando para outra direção. Logo desconfiamos, mas nada podíamos mais fazer por ela, nas nossas contas, ela já estava com 12 anos de idade. Uma vida ao meu lado… Minha pequena companhia preferida!
Foi muito triste o dia que ela partiu. Primeiro não quis comer nada pela manhã, estanhei, se tinha uma coisa que a Jauly jamais recusaria era comida. Naquela manhã, o jejum era o melhor para ela.
Eu lhe ofereci um leite morno, ela aceitou. Fiquei feliz, porém instantes depois, ela vomitou tudo.
O último olhar, o último adeus, o último encontro. Ela partiu no final da tarde e acostumar-se sem seus latidos foi bem difícil. Eu imagino todas as palavras que se ela pudesse falar teria dito. Ela me olhava intensamente como se algo quisesse dizer…
Estou lendo um livro que me inspirou a escrever sobre ela; VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos, o autor conta sobre a cadela BALEIA, e detalha sobre as sensações que ela teve quando estava pra ser sacrificada por seu dono. Baleia tinha muitas feridas iguais a de Jauly, sofrera muito. Seus donos preferiram sacrificá-la. Nós escolhemos cuidar da nossa pequena até o seu último suspiro. Neste momento, a saudade, a emoção que renasce ao lembrar dela, me faz querer lhe dá um último abraço !

criado por taisgomds    16:52 — Arquivado em: LEMBRANÇAS

9/5/08

Afinal, quem era a Paula?

Crise de identidade, complexo de não sei o quê, um pequeno ser tentando mudar uma escolha pra sempre. E o personagem da história sou eu mesma, quando tinha 4 ou 5 anos, estava no prézinho ainda… juro que não tenho saudades dele. Só me lembro que chorava quase todos os dias. Com essa idade eu já era "manteiga derretida". Chorava por tudo… tanto na entrada, quanto na saída, não queria deixar meus pais, depois não queria deixar as tias.
Tímida ao extremo, acredito que tem gente que até hoje não se recorda da minha voz, eu simplesmente não falava! Isso mesmo! Só sabia roer as unhas e as roía o tempo todo, infelizmente, ainda hoje tem esse hábito quando estou preocupada ou sinto vergonha em algum lugar. 
Ah, tenho saudade de uma coisa sim;  do pãozinho doce que eu levava na lancheira… hum, desde essa época eu sou viciada em pão!
Certo dia, decidi que não gostava do meu nome TAÍS, pensava que era insignificante, quatro letrinhas insignificantes. Decidi então mudar meu nome, crise de identidade segundo minha irmã mais velha e única… preciso escrever sobre ela, apesar que daria um livro mencionar tantas histórias que passamos juntas…
Mudei meu nome por conta própria, não tinha santo no mundo que conseguia convencer-me de que eu não podia fazer isso. Mas eu teimosa como hoje nem dava importância.
O problema é que os professores passaram a chamar minha atenção, porque eu assinava meus desenhinhos como PAULA GOMES DA SILVA, vê se pode? Logo Paula? Não tenho nada contra, mas não é o nome mais bonito do universo né?
Até hoje tento lembrar como escolhi esse nome, mas não me recordo mesmo. Eu falava pra minha mãe que ela tinha escolhido Taís porque queria, agora era a minha vez de escolher, e juro passaram-se anos eu dizendo pra todo mundo o meu, digamos "pseudônimo"…
Certo tempo depois, achei mais bonito TAÍS PAULA e lá virei "Taís Paula Gomes da Silva" … não sei como abandonei o Paula do meu nome, mas que rendeu muita confusão no prézinho rendeu.

criado por taisgomds    20:06 — Arquivado em: LEMBRANÇAS
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