Vou te contar…

… Lembranças, Pensamentos, Saudades e Indagações !!

30/4/08

Carona Miserável…

Cacos de vidro espalhados, sangue respingado na mão, susto, muito susto. Gritos ecoavam forte como se algo incomum estivesse acontecendo e estava. O cobrador do ônibus fazia de tudo para não demonstrar raiva ou talvez medo. No banco reservado, um bebê começou a chorar, pois pedaços de vidro da janela, que acabara de ser destruída, espirrava nele. Não houve ferimentos, foi só o susto mesmo. Motivo para tamanha marginalidade: ‘o motorista recusou-se a dar carona a um grupo de rapazes entre 13 a 16 anos’. O pior foi a naturalidade com que quebraram a janela do ônibus ao lado do cobrador em plena luz do dia e porquê não dizer no horário escolar do meio dia? Não houve quem denunciasse e eles continuaram naquele ponto de ônibus cheio de gente aguardando um próximo, na certa, planejavam agir da mesma maneira caso algum motorista fizesse o mesmo. Absurdo é pouco, a vontade que eu tinha era de levantar e esculachar, mas, infelizmente, o medo me impediu e também quem era eu pra descer e esculachá-los? Se o cobrador que quase se machucou não teve nenhuma atitude, eu que estava do outro lado do ônibus teria ‘né’? Até parece. Na realidade, o cobrador tinha razão por nada ter feito, ‘nada assim’; não ter xingado. Neste caso, uma denúncia seria o mais eficaz. O que esses inconseqüentes não pensaram é que a mãe de algum deles poderia muito bem estar dentro do ônibus, na certa, é pobre como eles que pediram carona e também utilizam o transporte público. Público? Patrimônio deles próprio. Desejo a eles que num dia de chuva como ontem, peguem este mesmo ônibus e sente-se bem próximo a janela para se aborrecerem, tal qual aborreceu-nos ontem… Miseráveis!

criado por taisgomds    14:18 — Arquivado em: INDIGNAÇÃO

28/4/08

O Bicho


Enganam-se os que pensam que poema é sempre de amor ou bonito, que estremece coração e coisa tal. Nada disso. Tem poemas que marcam, que falam a verdade.
Manuel Bandeira escreveu O BICHO e eu me recordo bem do quanto fiquei emocionada ao ler e muito mais quando presenciei uma cena muito parecida, talvez tenha encontrado o personagem de seu poema:

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Falar de fome, não me dói o estômago por pensar em comida, mas por saber que eu terei o que pra saciar minha fome… Eles, que vivem à margem da miséria, não! Sim, eles não têm nada. Eu já vi um homem em desespero revirar lixos dentro de um terminal de ônibus em busca de comida. Sabe aquele restinho de massa que deixamos daquele salgado sem graça? Então, ele procurava isso, abria cada saquinho amassado. Revirava, revirava, tinha fome, estava sujo também, bem sujo. As mãos impregnadas de uma sujeira preta, provavelmente há muito tempo não lavava as mãos e muito menos tomava banho.
É triste, muito triste. Brilho nos olhos não tem mais. A fome seca o encanto. Toda atenção estava voltada pra aquele homem, que não era palhaço nem ator. Mas tinha fome. Talvez se tivesse filhos nem comeria, tenho certeza que guardaria para eles. Eles guardam, vejo isso pelos que pedem no farol, pedem, fingem que irão comer, mas guardam no bolso pra levar para os filhos, em sua maioria, pequenos.
Não adianta só falar sobre isso, eu sei. Alguns dizem que se ajudarmos com dinheiro estamos incentivando a fixação deles nas ruas ou comprarão drogas. Até concordo, muitos são dominados pelos vícios, mas eu pergunto: Será que eles venderão uma fruta ou uma bolachinha que sempre temos guardados dentro da bolsa?

criado por taisgomds    17:13 — Arquivado em: INDIGNAÇÃO

Eu e a Sereia


Esta manhã lembrei-me de uma das muitas histórias que o meu pai costumava me contar quando eu era criança, a da Sereia. Ah, como eu gostava! Sim, ela era o meu ideal… Acreditem eu queria ser sereia!
Aqueles cabelos ruivos, mas eu juro que não era pelo cabelo que eu imaginava brilhoso, pois afinal, tenho paixão por cabelos escuros ! Tinha uma coisa na sereia que me chamava atenção… Ela era corajosa!! Sim, ela morava no fundo-do-mar, enfrentava ondas violentas de um mar azul desconhecido, fugia dos homens para não se ferir.
Mas meu pai me convencia de que sereia não era uma boa idéia, ela tinha escamas e não conseguia ficar em pé, tinha que pular ou se arrastar…
Eu, teimosa, não me deixava levar pelas longas escamas dela. Sempre a imaginava na beira do mar, bela, com um pente nas mãos para desmarcar as ondulações do cabelo, assim como nas figuras do livro de contos. Amava lê-los… Viajava, viajava, viajava… Acho que nessa época já buscava uma identidade… Viajava assim como hoje. Exatamente assim.
Com o passar do tempo, descartei a hipótese de virar sereia, li que ela era má, enfeitiçava os pescadores e os levavam para o fundo-do-mar junto dela, ela não gostava de ficar sozinha e por ter virado sereia queria se vingar. Meu pai não tinha me contado isso.
Acho que meu pai tinha medo de eu me perder no mar um dia, então dizia que a sereia virou sereia porque era teimosa, seu pai disse a ela para não sair de perto dele, ela saiu e foi arrastada pelas ondas, tornou-se metade peixe e nunca mais viu seu pai.
Ah isso não! Ficar longe do papai não! Aí desisti de ser sereia!

criado por taisgomds    16:59 — Arquivado em: LEMBRANÇAS

24/4/08

Já era Outono

Aquele silencioso olhar denunciava toda amargura de sua alma. As mãos impacientes revelavam sua angústia. Os olhos tentavam se desviar da imagem que se deparava inerte, a sua frente. Mas não era possível. O coração gelava feita uma rocha coberta pelas geleiras do inverno. Mas não era inverno! Inverno tem frio e o frio serve como um laço para dois corações distantes no meio da solidão. O que era então?
Deixava escorregar de suas mãos as fotos que ainda possuía. As fotos caíam e se dividiam, misturando-se com as folhas secas, folhas sem esperança, folhas mortas. Mortas? Talvez fosse isso que a amedrontasse. A morte era o único tempo da qual não podia aceitar. A morte das folhas que carregavam os fragmentos das fotos levava também a morte dos seus sonhos? Talvez. Pois afinal, porquê voltara agora? Porquê permanecia olhando com olhar de inocência?
Se entristecia a cada passo. Porquê não segurava a estrela que estava em seus braços? Havia uma esperança na porta que não se abria; era a espera de um beijo que jamais recebera. Os milhões de beijos congelavam. Aguardava um milagre sair dentro daquela caixinha que o compunha inteiramente em meio às cartas.
Lembrava-se do sol das árvores que ardia em seus olhos. As árvores tampavam o sol. Sol este que resplandecia como no dia em que se conheceram. Agora, o sol se esconde. Só existe noite. Eu cubro a cabeça, com o temor do pio da coruja, que surge soando forte ao meu ouvido. Na cabeceira da cama estava a sua foto. Olhando-me o tempo todo.
Olhava pela vidraça à noite esfumaçada que nascia ao longe. Distante como ele. Sozinha como ele. Despedaçada como ele.
Já faz cinco dias que o outono novamente chegou. Em outra estação eu o tinha em meus braços. Na primavera você roubara meu coração e só o devolvera no Verão. E eu me recuso a deixar doer a minha cabeça para tentar descobrir o porquê de tudo isso.
Eu queria tentar sorrir. Eu queria tentar fazê-lo sorrir, nem que fosse pela última vez. Eu gostaria de olhá-lo nos olhos e arrancar a essência que ainda esconde o seu amor por mim. Mas sinto que não posso. Já é outono. O tempo não se define, só existem noites. Noites chuvosas. Durante o dia, às vezes, surge um sol que eu não consigo enxergar. Chuva com sol. Um mistura do outono. Hoje JÁ É OUTONO… Hoje É TARDE DEMAIS…

criado por taisgomds    23:17 — Arquivado em: CONTOS

Resistência


A espera que não se acaba. A distância divide dois corações partidos. O tempo tenta apagar as lembranças de sua mente. Os pequenos olhos se desviam da verdade. Não quer enxergar. Finge não compreender. Não quer se entregar. Resiste. Resiste. Resiste. Até quando?
As árvores continuam aguardando o encontro prometido que não aconteceu. O sol que quase não aparece, pois o frio toma conta do ambiente, o sol quer reencontrá-lo. Fronteiras os separam. A vida está pronta, está aberta, mas ele não a liberta, não a solta do labirinto.
A escuridão é maior. As folhas secas que ele pisa fazem barulho, mas ele continua a pisar. Caminha, tentando achar um rumo. Caminha exausto. O suor lhe cobre o rosto, a camisa está molhada. O frio está acabando? Não! A sensação é estranha. Está nevando. A névoa toma conta das árvores. O suor lhe escorre. Tenta lembrar lágrimas? De quem? As dela. As muitas que foram derramadas, quando ele não estava presente, quando a saudade lhe sacudia a alma.
Com os pés feridos, ele pára por um instante e recorda-se das sensações da primeira vez que a viu, quando lhe falou pela primeira vez, do seu grito de alegria, quando a tinha em suas mãos, quando as palavras sumiram e a vontade que tinha era de ficar em silêncio e ouvir somente as suas respirações. Ele mistura as sensações, sorri, chora, ganha forças, enxuga as lágrimas e tenta lhe reencontrar. Tarde demais seria?
Ela não que lhe ver! A ferida não cicatriza. A fuga lhe aproxima mais. Ela chora ao relembrar das palavras mais infelizes de toda a sua existência; “acho que você não é a pessoa para mim”. Com lágrimas nos olhos, poderia ela acreditar em suas palavras? Como?
Ela desiste. O coração dói, o desespero misturado à saudade, lhe aflige. Pensa se valeu a pena. Pensa. E descobre que a sua vida não teve sentido durante todos esses anos. Descobre que a felicidade que ele tanto buscou, não está em suas mãos, mas sim as decepções. Seria ela o alívio para a sua dor?
Chega! O que ela mais almeja é ter paz! Não quer reencontrá-lo. Anseia por vida própria sem ele. Ela não o quer… Lágrimas rolam em sua face enquanto decide-se… Tem que acabar!
O que mais quer é ter seu coração batendo forte novamente… Sentir um cuidado e atenção. Olhar nos olhos, respirar fundo e sorrir ao saber que tudo não passou de um sonho ruim…

criado por taisgomds    23:10 — Arquivado em: CONTOS

22/4/08

Cartas ou E-mail ??

                   

Eu, a vida inteira escrevi cartas. Acho que desde que me entendo por gente. Era carta pra mamãe pedindo desculpas por alguma "arte" minha, para o papai no aniversário, para irmã, amigas, professora, namorado… Escrevia, escrevia e juro, não me cansava! Viajava nas minhas histórinhas que sempre ganhava muitas risadas.
Com a era da internet, enviar um e-mail tornou-se muito mais simples do que procurar papel e caneta, aliás acho até que fizeram uma mágica para sumir com nossas canetas, elas parecem ter desaparecido de casa. Então, troquei minhas folhas de papel pelas páginas virtuais, separadas de mim apenas por uma tela.
Já fazia uns quatros anos que eu não escrevia carta pra ninguém. Mas bateu uma saudade ao ler as muitas que tenho guardadas comigo que resolvi quebrar as regras, ir à moda antiga, queria sentir novamente a essência de escrever uma. Parece que os sentimentos são mais verdadeiros, porque a gente perde um tempão ali escrevendo, se não valesse à pena nem escreveríamos.
Engraçado que a correria, a tecnologia que bombardeia o mundo glbobalizado, a distância (apesar de que a internet rompe qualquer fronteira), manipulam nossas vidas a ponto de deixarem momentos e pessoas especiais apenas no anonimato da nossa lembrança…
Eu mesma, quantas vezes deixei de escrever uma carta acreditando que poderia tocar alguém com um e-mail, mal lembrava o efeito que tem uma carta. Um papel que a gente guarda no bolso, leva na bolsa, carrega com tanto carinho. Ai que saudade de quando escrevia cartas… hoje escrevi e recebi uma, sinceramente, não sei se responderei pelo mesmo meio, pois eu, "enferrujada", me doeu os braços, os dedos e confesso que o e-mail é ainda o meio mais simples e rápido (perdi - ou ganhei - uma tarde inteira escrevendo). Que continue bem-vinda querida internet!!

criado por taisgomds    22:54 — Arquivado em: COTIDIANO

21/4/08

Mulheres da nossa sociedade

Observando as mulheres “antigas” de nossa sociedade, constatei o quão podem ser consideradas guerreiras ou como diziam antigamente “amazonas”. Tentei restituir em meus pensamentos passos de cada uma. Logo me veio o silêncio da mãe diante da rígida criação baseada em submissão total. O namoro vigiado, o corpo preservado, roupas em perfeita decência.
Sem falar nas longas jornadas de trabalho como operárias, agricultoras, sacrificando-se até mesmo aos “pés” dos nove meses de gestação. Os abusos ouvidos, as exigências com o cuidado da casa e dos filhos cooperaram para transformar essas mulheres em espécie de objeto, quase sem utilidade dentro de uma sociedade coberta de limitações.
Em alguns anos, o mundo passou por uma metamorfose e fez com que a figura da mulher quebrasse essa identidade imposta. É fato que em alguns países essa evolução não aconteceu. As muçulmanas, por exemplo, são impedidas por uma burca - espécie de vestimenta que cobre toda a cabeça e o rosto – de mostrarem sua beleza, também em forma de metáfora é uma máscara que a torna insignificante na sociedade afegã.
Salvo às suas exceções, a mulher tornou-se símbolo de independência universal. Com brincos longos, salto agulha, rímel expressivo, gloss nos lábios e roupas que revelam sua autenticidade, a mulher trocou o fogão pelo automóvel, a máquina de lavar pelo computador, onde se envolve a maior parte de seu tempo.
Desenvolve projetos, realiza construções, lidera equipes formadas por homens, são “office –girls”, frentistas, enfim, ocupam cargos que, até então, eram designados masculinos!
São despojadas de tudo, além de cumprirem suas cargas horárias no trabalho, conseguem com muita habilidade suprir as necessidades da casa, dar atenção ao marido e aos filhos, Atualmente, algumas se envolvem em uma “nova modalidade”; a de Especialização Profissional, ganhando mais um ponto para o seu ego.
Exigem igualdade em seus salários também. Não se conformam. A única coisa que lhe exige submissão é o RELÓGIO, está travada uma luta diária contra o tempo, pois com tantas responsabilidades, bom seria se Deus pudesse multiplicar as 24 horas !!

"Não tenho medo nem vergonha das minhas cicatrizes, pois elas transformaram-me na mulher que sou hoje: GUERREIRA". (Desconheço o autor da frase)

criado por taisgomds    22:11 — Arquivado em: COTIDIANO

14/4/08

Embaixo da passarela….

 

Às vezes me indago com o "preciso escrever". Acordo assim, procurando coisas para escrever, fico formulando textos na cabeça, que diga-se de passagem, acabo esquecendo depois e irrito-me por não ter passado para o papel. Dia desses, atrás de inspiração fui até o centro da cidade. Inspiração? Como inspirar-se em meio a miséria de quem vive na sarjeta? No chão, marcas amareladas de urina que já estão impregnadas há anos. Quem não mora na casa chamada "rua", logo tampa o nariz com o forte cheiro. Embaixo das passarelas, um lugar sujo e tenebroso. Ao contrário da sociedade que estamos acostumados a ver, uma geração de pessoas mal vestidas, em sua maioria, com roupas doadas; camisetões, bermuda ou calça de moletom com um número três vezes maior que o normal. Roupas que para nós, atuantes da sociedade, não servirão nem como pano de chão! Na rua, no lixão, nos detritos que sobraram de uma sociedade, se é que se dão o direito de dizer que fazem parte de alguma dela, as idades se misturam. Alguns são idosos com uma bagagem de histórias, talvez não tenham vivido sempre ali, outros jovens, crianças, mães e pais de família. Mas o que mais me indigna é como sobrevivem? As pessoas tampam o nariz porque não aguentam o forte cheiro de "xixi", isso em alguns instantes que tem de passar por ali, por não haver como dar a volta. Mas e eles que têm que conviver com aquilo todos os dias? É como um cobertor, um lençol de cama, uma roupa que já tem nosso cheiro, eles já tem o cheiro da rua impreganados na pele e não há o que fazer. Uns tampam o nariz, outros passam correndo, alguns tentam desviar, outros não passam sozinhos, sente medo dessas pessoas. Uns julgam, outros se compadecem, uns sorriem tentando mostrar um pingo de solidariedade, com um olhar de "eu sinto muito por você, mas não posso lhe ajudar". E como diz o adágio, ‘o pior cego é o que não quer enxergar’, o governo tampa os olhos também. Finge que não sabe, que não está vendo. Ai que raiva! Me incomoda muito quando sinto fome, fico impaciente, não me concentro, afeta até o meu humor. Mas os chamados ‘moradores de rua’ - título que já estamos acostumados a ouvir e sequer pesamos o que representa a palavra rua - não tem escolha, comem o que ganham das pessoas - pessoas comuns da sociedade - e quando não, vão à caça como os animais fazem. Reviram lixos, caminham olhando para o chão em busca de sobrevivência. Ficam alegres com o restinho de iorgute que deixamos no pote, mas que está dentro da lata de lixo. Não tem problema! O que é colocar a mão dentro da lata cheia quando se está com a barriga vazia? Não aguentei observar tudo isso, resolvi vir embora. Eu também passei apressada embaixo da passarela, com olhar de "sinto muito", o cheiro era forte de mais e os olhares assustadores. Prédios enormes, a maioria antigos, ar sombrio ao meu redor. Comecei andar mais rápido. O texto vinha pronto na cabeça, precisava contar o que vi a respeito deles. Deles… quem? Não estão registrados nos livros do RG, não fizeram o seu. Alguns não têm sequer o nome em uma certidão de nascimento, se morrerem hoje, serão considerados indigentes. Não serão lembrados, mas se já não o são em vida, imagine na morte!!

criado por taisgomds    10:37 — Arquivado em: INDIGNAÇÃO
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