Vou te contar…

… Lembranças, Pensamentos, Saudades e Indagações

Mudamos!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Olá pessoal!!

O Blog Vou te Contar está de cara nova e endereço novo: http://taisgomes.wordpress.com/ . Amava o meu layout aqui do Terra, mas infelizmente esse portal é muito limitado, possui pouquíssimos recursos para fotos e vídeos. Além do mais é bem lento. Como tempo é dinheiro, não posso esperar!

Obrigada pelas visitas! Encontro vocês na nova casa!

Passa lá que Eu Vou te Contar uma coisa … Uma não, várias!!! rsrs

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Minha Primeira Bíblia

domingo, 28 de outubro de 2012

Por Taís Gomes

Esses dias me emocionei ao abrir a minha primeira Bíblia. É essa aí da foto, ela já está bem surrada e dentro as páginas estão soltas… Lembro como se fosse hoje o dia em que eu fui a frente do altar para adquiri-la. Eu queria muito ter uma Bíblia. De vez em quando eu lia a da minha mãe, era uma marrom de zíper. Me lembro que eu não entendia muito e nem sabia entender as referencias bíblicas do rodapé. Até que um senhor que mora na minha rua um dia me ensinou, me explicou tudinho e eu achei o máximo. Sempre consultava outras referências.
Não tem como lembrar de  tudo isso sem conter as lágrimas. Eu sempre fiz questão de dizer sobre a minha conversão a Deus. Tanto na escola, no trabalho, em algum curso ou na faculdade. Sempre dou um jeitinho para chegarmos a esse assunto. Ja evangelizei em fila de banco, hospital, trem, ônibus e até dentro de avião. Se cruzou o meu caminho não vai escapar.
No meu primeiro trabalho eu passava horas e horas dentro do ônibus. Ia puxando assunto com quem sentava ao meu lado, anotando nome no caderninho de oração, fazendo convites … lembro que eu ouvia o desabafo de muita gente. Minhas palavras chaves eram; "Sabe aquela Igreja linda e enorme que tem ali na João Dias? Então, eu frequento lá… Tem umas orações tão boas lá, você precisa conhecer" rsrs Pronto, o convite tava feito!
Hoje folheando as páginas li muitas e muitas anotações. Versículos que falaram ao meu coração. Madrugadas de oração. Algumas datas ainda consigo lembrar. Muitas experiências, graças a Deus. outras Bíblias que vieram depois dessa também estão grifadas, mas a primeira, você sabe, é a primeira! cÉ o começo de tudo. Os meus primeiros passos em 1998.
Comecei frequentar a Igreja Universal aos meus cinco ou seis anos de idade. Ficava na EBI (Escola Biblica Infantil). Fui apresentada a Deus em uma consagração de crianças, exatamente como hoje ainda existe. Até então, eu era uma frequentadora. Não conhecia nada de Deus, sabia que Ele existia, mas ainda não tinha tido um encontro com Ele. Fui crescendo e o mundo brilhando ao meu redor. Até que um dia tomei uma decisão, estava cansada de enganar a mim mesma. Afinal, na Igreja eu era uma coisa e na escola, outra.
Então entrei no Grupo Jovem, na época, o Nova Geração. Comecei a perceber que ali era o meu lugar, que toda aquela alegria era o que eu queria pra minha vida. No dia 26 de julho de 98, eu dei o passo mais importante da minha vida; me batizei nas águas. Foi depois de uma reunião do Grupo Jovem. Eu não tinha levado roupa, mas sabia que aquela era a hora. Uma jovem me emprestou. Larissa, o nome dela. Infelizmente, nunca mais a encontrei. Eu tinha acabado de completar 12 anos. Eu lembro que cheguei em casa outra pessoa. Eu tinha assumido a minha fé. Minhas amigas da escola acharam loucura quando eu contei, mas eu tinha paz dentro de mim e certeza de que eu tinha sido escolhida.
As lutas vieram. Não foi nada fácil, mas eu queria mais. Antes só ia na reunião do Grupo Jovem, domingo à tarde. Mas a Inaiê, aquela obreira que eu tanto admirava na Igreja, começou a pegar no meu pé, no bom sentido, claro. Disse que eu precisava ir aos domingos pela manhã também. E logo essas reuniões se tornaram as minhas preferidas e são até hoje.
A minha paixão para salvar outras pessoas veio exatamente nessa época. Eu convidava todas as adolescentes da minha rua, as amigas da escola, não parava. Alguns amigos foram por um tempo, mas depois desistiram. Pela misericórdia de Deus, eu continuei … porque eu queria MAIS.
Esse começo todo foi na Igreja do Jd Thomas. Eu simplesmente amo aquela Igreja, porque ali está o começo da minha história. Outro dia passei por lá e fiquei lembrando de cada reunião, cada cantinho, cada amizade que fiz. Do quanto os obreiros me ajudaram. Eu lembro que eu chegava cedo e ficava conversando com os obreiros. Um dia eu disse para um; ‘Obreiro, estou tão bem aqui que queria ter me entregado pra Deus antes e ele me respondeu; Você veio na hora certa, tudo tem o seu tempo". A partir dali comecei a entender o plano de Deus na minha vida.
Eu comecei a frequentar a catedral no começo de 1999. A minha irmã entrou no grupo de Evangelização de lá e eu a acompanhei pouco tempo depois. Eu voltava maravilhada. Passamos muitas e muitas aventuras evangelizando. Já estivemos no meio de tiroteio na favela, gente doida e com faca no largo 13 e até alagamento. Loucura total.
Depois que eu recebi o Espírito Santo, o selo de Deus, foi a prova total da minha entrega e da parceria de Deus comigo. Fiquei mais forte e mais convicta da escolha dEle em mim.
Em outubro de 2000 nos tornamos obreira. Um dos melhores dias da nossa vida. Lembro de cada detalhe, da pregação daquele dia e de todos que nos abraçaram. O maior privilégio do mundo servir a Deus!
Fui enviada para o Grupo Jovem, acompanhei muitos e muitos jovens na minha "tribo", como eram chamados os grupos, representando as 12 tribos de Israel. Eu já tinha passado por muitas guerras e experiências, até então. Mas acho que as melhores foram no Grupo Jovem. Em outra postagem, comentei sobre a saudade que sinto das pessoas que cresceram comigo, fizeram parte da minha essência, da minha história.
Hoje, 12 anos se passaram na obra e 14 desde a minha conversão e falo com todas as letras, sem medo de errar, não me arrependo de um minuto sequer da minha vida com Deus.Ele mudou a minha história, fez uma transformação no meu ser. Passar a minha juventude com Deus foi a melhor escolha que eu fiz. Mas antes de eu ter O escolhido, Ele me escolheu e isso basta! Não sou mais a mesma. Tenho minhas lutas, meus dias maus, mas acima de tudo, tenho paz. Posso enfrentar o inferno que for, entrar na cova dos leões, sei que não serei atingida, porque Ele está comigo! E isso não tem preço que pague no mundo. Muita coisa já aconteceu, mas eu, claro, QUERO MUITO MAIS!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

“Imaginação é o início da criação. Nós pensamos o que desejamos; nós seremos o que imaginamos; e, no final, nós criamos o que nós seremos.” - Ralph Lauren

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Aprende, Taís Gomes! (lição 2)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

 

By Taís Gomes

Por um segundo você tem certeza que aquele é o melhor caminho pra sua vida, tem certeza que é o rumo certo e quem sabe o seu destino. Aí vem Deus e "bagunça" (DA MELHOR FORMA QUE EXISTE) a sua vida. Te surpreende como NUNCA e parece olhar lá de cima e cair na risada quando vê os seus planos mudando, te olha com cara de "Eu já sabia de tudo hahahah" e enquanto você recupera o fôlego, você descobre o quanto os PLANOS dEle SÃO e SEMPRE SERÃO muito MELHORES que os NOSSOS! Vão muito além do que imaginamos!!! Então, só tenho que agradecer e descansar no abraço apertado de Deus!!!

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Uma lição pra sempre

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Por Taís Gomes

São quase 1h da manhã e eu precisava escrever. Escrever para não perder a essência, como eu sempre digo. Tive que registrar no diário, mas achei que a  história merecia ser compartilhada aqui. Afinal, não é todo dia  que você encontra um ser humano que te faz pensar o significado da palavra VIDA.
Eu estava descendo para o estacionamento da Igreja quando vi uma mulher acompanhada pelo filho de 13 anos. A boina roxa na cabeça tentava disfarçar a careca. A pele meio amarelada e as sobrancelhas falhadas denunciavam o que eu já havia percebido;câncer! Já faz algum tempo que eu não consigo me conter quando vejo casos assim, sempre quero me aproximar de alguma maneira… Então, passei a mão pelos ombros dela e perguntei se ela sempre vinha ali. A pergunta era clichê, eu sei. Mas eu precisava de um começo.
Começamos a conversar e a "descarga de resmungos" que eu suspeitei que viria a seguir, não veio. Pelo contrário, a força em cada palavra não combinava em nada com aquele corpo maltratado pelo câncer. Ela terminou a quimioterapia há 10 dias, agora está na fase dos exames comparativos. Nem preciso dizer o quanto ela estava esperançosa por esse momento.Contou que ficou internada 33 dias e que foram os piores. Porque a princípio era um câncer de mama, que logo passou para o cerébro e se transformou em dois tumores. Quando o filho saiu de perto, ela virou e disse baixinho; "ele não sabe que o que eu tenho mesmo é metástase, já está espalhado no corpo, não quero assustá-lo"… Sabe aquela lágrima que cai primeiro na garganta e você engole a seco disfarçando? Percebi isso e me senti invadida por um misto de compaixão por aquela mulher.
Os dentes amarelados pela medicação não deixavam o sorriso "menos bonito" dela, mas iluminava aquele rosto. Não pense que eu vi a figura de uma mulher triste. Não! Era uma mulher bem mais forte que eu (eu, que antes de tudo isso me achava forte).Sabe quando a pessoa começa a falar e você vai se sentido menor a cada respiração? Me senti assim.
A doença não a impede de trabalhar. Agora que está de alta, voltou à ativa e finge o tempo todo que não sente dor nas pernas quando encara o metrô em pé todos os dias.Disfarça com dipirona os dentes que doem com o efeito da quimioterapia. E a chefe dela diz pra ela não voltar ao trabalho e se cuidar, mas ela também finge não ouvir nada disso. E eu a imagino sorrindo para todos enquanto o corpo pede cama. Mas também seria um desperdício uma pessoa assim tão especial sem contato com outras vidas.
VIDA. Enquanto a mulher falava empolgada da vida dela e da maratona em hospitais, eu me perguntava qual era o mesmo significado da VIDA? Porque pra ela, VIDA era estar ali conversando com uma desconhecida tarde da noite. VIDA era contar sorrindo que no ano passado ela estava tão péssima que nem conseguia mais falar, mas que agora estava feliz, saboreando cada palavra e ainda de pé, coisa que ficou sem fazer durante algum tempo. VIDA  é hoje ter pelo menos um dos filhos morando com ela e fazer de tudo para que ele recupere os 10 kilos que perdeu com a última internação dela.
O estado dela é tão grave, mas para minha alegria, ela parece não notar.A força para superar tudo isso vem de Deus, ela me disse. Ela não duvida do poder Dele. E você pode está se perguntando; "Por que Deus ainda não a curou?" sinceramente, não sei. Mas sei que Ele tem um propósito em tudo. Pode ter certeza. Se ela estivesse curada hoje, eu não saberia dessa história, você também não e quantas outras pessoas que estão ao redor dela e precisam aprender essa lição, inclusive o filho?
Eu não resisti e dei-lhe um abraço bem apertado. Fiz um elogio daqueles que a gente faz com gosto e prendi aquela lágrima que queria cair a todo custo.Pelo que vi, eu seria muito fraca se chorasse diante de uma fortaleza daquelas. Ela é uma guerreira, fiz questão de ressaltar isso! Quando me apresentei, ela disse o quao ficou feliz por ter conhecido mais uma pessoa. Imagine. Eu é quem deveria agradecê-la, afinal, o meu dia pode ter sido péssimo, mas quando cheguei em casa só era aquela cena que ocupava meus pensamentos.
São pessoas assim que dão uma lição de moral em nós, seres tão fúteis, fracos e egoístas, presos em nosso mundinho tosco.
 

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

A minha visão só alcança onde eu me permito enxergar … Hoje, exatamente hoje, meu olhar se resume a essa frase: "A dor é passageira, mas a glória de se alcançar um objetivo é eterna" - Lance Armstrong

 

 

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Lá se foi o príncipe …

terça-feira, 1 de maio de 2012

Por Taís Gomes
 

Um dia ele perguntou a ela o que faria se tivesse um controle que voltasse e mudasse o passado. Ela, prontamente, lhe respondeu que seria outra mulher, não se prenderia a nada e seria mais decidida e corajosa. É claro que ele não queria ouvir nada disso. E ela sabia muito bem. Mas na época, o que ela tinha exatamente na cabeça, senão um conto de fadas? Imaginava o “felizes para sempre” como tinha de ser.
No conto de fadas dela, o “príncipe” viria em um cavalo branco, não passariam por nenhuma fase de adaptação, a amaria por todos os dias e a relação resistiria a qualquer TPM. Jamais existiria o ciúme, a crise, a pressão do tempo e qualquer outra insegurança que surgisse. Só existiriam os dois no mundo. Os sonhos seriam iguais e eles nunca teriam qualquer diferença entre eles. Pronto. Já estava traçado e perfeito!
O tempo passou e tudo que ela conseguiu perceber é que o “príncipe” (que ela não o via como príncipe) queria saber mesmo se ela queria ser amada como uma princesa! Porque essa era a proposta dele. E óbvio que ela ficou limitada ao cavalo branco, que sequer percebeu que o príncipe tinha vindo a pé. Ou melhor, estava o tempo todo ao lado dela.
O príncipe não prometia morar em um castelo. Mas garantia leva-la ao lugar mais alto que existisse só pra admirá-la melhor. O príncipe também não daria a ela as roupas da realeza, mas seria capaz de acha-la DESLUMBRANTE com qualquer roupa que vestisse. Porque ela estaria tão segura em seus braços que o interior dela refletiria do lado de fora. E como ele poderia acha-la feia? Impossível! Ela o tinha conquistado justamente por não existir máscara, não precisava de um tempo para conhecê-la. Já sabia quando estava brava, aflita, emocionada, carente ou com qualquer outra reação. Ela não precisava fingir ao lado dele. Não precisava ter voz fina e doce para impressioná-lo. Nem precisava usar salto, joias e um quilo de maquiagem. Não! Ela era bela por ser ela mesma. E ele sabia muito bem disso.
Ela não enxergou nenhum sinal do príncipe. E insistia correr atrás do “sapo”. Foram anos assim. Ele já tinha avisado, mas ela não acreditava. Então, outros príncipes surgiram (na verdade, sapos). Todos eles a fizeram chorar. Nenhum deles foi capaz de ouvi-la, acolhê-la e muito menos, ser a melhor companhia a ela. E o pior, sempre ela tinha que usar todas as parafernálias para “virar uma princesa”.
O primeiro príncipe também conheceu outras “princesas” (“sapas”, na verdade). Mas nenhuma delas conseguiu conquista-lo inteiramente. Todas usavam máscara e quando achava que já tinha conhecido suficiente, outras surpresas vinham.
Então, depois de todos os sapos, a primeira princesa entendeu o que o príncipe (ela já o enxergava corretamente) queria ouvir quando perguntou sobre o tal controle. Se pudesse voltar ao passado, ela teria prestado mais atenção nele. Teria entendido a linguagem dele e com certeza, teria sido a única princesa para ele. Afinal, ele era diferente de tudo que ela já tinha visto. E só o tempo conseguiu tirar as vendas dos olhos dela. Ninguém a compreendia tão bem e vice versa. Ambos sabiam sobre a realidade dos “sapos e sapas” que os cercavam e se divertiam com isso. Quem seria amigo assim a ponto de compartilhar tudo?
Quando a princesa reconheceu o grande erro, tentou se desculpar com o príncipe, mas ele não conseguiu acreditar nela. E como o conto de fadas é bem diferente da realidade. O príncipe… Bem, o príncipe volta e meia pensa na princesa ainda. Mas nega. Assim, igualmente ela. E por estar tão cansado das “fábulas da princesa” (talvez com razão), resolveu então, não ver se teriam o “felizes para sempre”…

Medo x Coragem

Por Taís Gomes

O ano começou e a mesma impaciência de dois anos atrás surge fortemente. O medo quase que incontrolável de o ano passar em branco ou rapidamente sem grandes desafios. Como em 2010, eu preciso desesperadamente de um DESAFIO. A busca é por conhecimento. Quero conhecer a mim mesma. Saber dos meus limites. Ter certeza do lugar que eu chegaria por um objetivo.
Sabe quando você quer algo novo pra sua vida? Quer provar pra si mesma o quanto é capaz? É isso. Quero andar na contramão do que a ocasião me pede. Na contramão do que eu deveria fazer. Surpreender a mim mesma. Louco isso? Talvez. Fácil? Nem um pouco.
Como todo desafio vem acompanhado de medo. E eis aqui o meu! Mas afinal do que tenho medo? Essa é a pergunta que sempre me faço e quase nunca tenho respostas. Já tenho o NÃO pra muitas coisas. Posso então correr atrás do sim?
O mais estranho e ao mesmo tempo confuso é; Como pode o medo vir acompanhado de coragem? Leve redundância, mas é exatamente isso. Ao mesmo tempo que surge o medo, surge a certeza de algo que não vejo ainda. Mas eu sei que existe. É como o sol. Nem sempre o vemos por trás das nuvens cinzas, mas não é porque não o vemos, significa que ele não esteja ali. Não exista. Em algum lugar do mundo, o sol está aparecendo para alguém e confirma a existência dele, naquele dia que tudo parece tão sombrio.
A coragem desponta como um grito escondido. Vem com a paz que o medo não gosta. Espanta o frio na barriga. Me pega pelas mãos, me ergue e faz os meus pés deslizarem suavemente sob uma terra, um pouco desconhecida para mim. Que terra é essa? Não consigo dar um nome, porque ainda estou descobrindo … Mas as mãos que me alcançam, eu sei bem; Só pode ser Deus, não há outro capaz de trazer uma certeza como essa!

((CONTINUA…))

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Que tal um recomeço?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

 

Por Taís Gomes

Sabe quando você só tem uma chance para consertar algo do passado e você simplesmente se apega a essa porcentagem sem olhar pra mais nada? Entao, foi isso que eu fiz.
De algum modo o ano de 2012 me trouxe um presente. Uma reconciliação. Uma chance, uma única chance pra eu consertar o passado da forma que nunca tinha feito antes. E com todas as minhas forças eu me agarrei a isso, aproveitei esse momento unico para cuidar do que o tempo tinha roubado.
Eu não vou saber descrever como foi e nem a paz que senti, mas posso dizer que foi a melhor coisa que podia ter me acontecido nos últimos anos. E porque não dizer nos últimos 8 anos?
Talvez seja um pouco egoísta ao fazer uma analise dessa diante de todas as coisas boas que me aconteceram nesse período. Mas eu reconquistei UMA AMIZADE que estava congelada pelo egoísmo, a incompreensão e com certeza, a imaturidade. Olha o que o tempo faz com a gente, hein? Nos transforma em pessoas que não queremos ser, mas de algum modo somos e achamos que somos melhores por isso. Quando, na verdade, é tudo ao contrário.
Ela não era apenas uma amiga, mas como uma irmã. Alguém que me conhecia em um olhar, um sorriso ou em um simples gesto. Minha adolescência foi especial porque ela fez parte dela. Todos os dias, horas e horas ao telefone, mesmo quando tínhamos acabado de nos despedir.
Éramos inseparáveis. Carne e unha, como dizem! Sabe quando você tem tanta confiança em uma pessoa que não consegue esconder nenhum segredo? Éramos assim!
Quando as vendas cairam dos meus olhos eu percebi a criança que tinha sido nos últimos 8 anos e me odiei por isso. Perdoei uma amiga que tinha me machucado, mas me preocupei tanto com o tamanho da minha ferida que não enxerguei que a dela PODIA SER BEM MAIOR QUE A MINHA. Pra mim, ela só tinha perdido uma amiga, mas para ela; a credibilidade e a confiança dos que a cercavam.
Confesso que eu nunca quis saber como realmente ela estava. Tinha notícias, mas tudo bem superficial. Eu estava ainda muito ferida para tentar alguma reaproximação.
O tempo passou, outras coisas vieram, outras amizades, outros apegos, mas de algum modo, nada pode substituir aquilo que tínhamos construido durante anos.
Dizem que ninguém é insubstituível, eu acreditava nisso. Mas agora tenho certeza que não. Porque existem pessoas INDISPENSÁVEIS. Essa é a grande diferença e quando nos damos conta disso, notamos o tempo que estamos perdendo por tão pouco.
Eu tinha perdido uma amizade e Deus a resgatou para mim. Ele marcou uma data no calendário celestial dEle. Podem acreditar! Deus me deu um presente e eu quero compartilhar. Houve uma chance. Uma oportunidade de rever minha amiga. Aquela que fez parte da minha história, da minha essencia, de tudo que hoje sou. Então marcamos de nos reencontrarmos.
Ela estava fora do país, quando a vi, bateu aquela saudade e com ela, a certeza de que era a hora de consertar tudo. Existia uma barreira. Um limite, uma parte que não pódíamos atravessar, mas quebramos. Impossível nos contermos. "Onde estive esses anos todos?", eu não parava de me questionar. Incrível como tudo pode se fazer novo. Enfim, colocamos uma pedra no passado e apagamos tudo.
No dia 26 de janeiro deste ano, eu tive a oportunidade de ser uma pessoa melhor e eu não pensei duas vezes.

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Decisões

sexta-feira, 2 de março de 2012

Por Taís Gomes

Está decidido. Só vou chorar se for de rir. Ou pra lavar a alma. Só vou reecontrar quem quiser ser reencontrado. Não vou mais insistir com as pessoas e muito menos entrar na vida de quem está fechado para o mundo. Não vou mais perder meu tempo com absolutamente nada que não me faça bem o suficiente.
Está decidido. Daqui pra frente quero apenas quem me faça rir. Quem saiba cuidar de mim. Que me conheça em um olhar. Que seja meu amigo antes de qualquer coisa. Não quero quem me faça mal. Nenhuma amizade, nenhum amor, nenhuma relação dolorosa. Não quero um amor passageiro, nem pra recordar. Quero algo consistente e eterno. Já decidi.
Não quero ter medo de nada. Não quero colocar todas as minhas expectativas nas pessoas. Descobri que quanto mais esperamos algo de alguém, mais nos decepcionamos. Talvez, nem seja pelas pessoas, mas por nós mesmos. Nossas benditas super expectativas que sempre nos atrapalham.
Já decidi quem quero por perto. E o que quero realmente. Incluindo pessoas sinceras e de alma nobre. Não quero ninguem que não saiba perdoar. Quero alguém que não tenha os olhos acostumados às desgraças que vemos neste mundo. Alguém que tenha um objetivo na vida. Que tenha foco, visão de ir além.
Está decidido. Quero aprender mais com as pessoas e aproveitar a essência de cada um que cruza o meu caminho. Mesmo sendo pela primeira, terceira ou décima vez. Amigos de duas semanas, cinco meses ou dez anos. Não importa. O que essa pessoa tem de bom? Quero saber.
Não quero mentiras, meias verdades ou promessas. Quero atitudes. Quero ter certeza de qual lugar ocupo na vida das pessoas e onde elas estão na minha. Não quero justificar o sumiço ou a postura de ninguém. Quero saber de mim. Egoismo da minha parte? Pode até ser, mas é que estou cansada. Muito cansada pra fazer a parte dos outros.
Está decidido. Quero viver pra trabalhar e não trabalhar pra viver. Não sei até onde vale a pena abrir mão de tanto por uma empresa ou uma carreira. Amanhã você sai e ninguém mais vai lembrar seu primeiro nome. E todos os passeios que você adiou com a sua família? Todas as oportunidades que teve pra estar com quem você realmente amava? Onde fica tudo isso?
Descobri que quero me arriscar mais. Aprendi que se você não corre o risco nunca vai saber como seria. E que existem oportunidades únicas na vida que você só vai ter duas escolhas; aceitar ou fugir. Cansei de fugir e de estar com que foge também.
Quero alguém que me faça me sentir melhor e que me cobre a pessoa melhor que preciso ser. Alguém que não tenha medo de enfrentar os próprios medos. Alguém que sonhe alto, mas tenha também os dois pés coladinhos no chão. Já percebeu como é ruim pedir opinião para algum medroso? É a pior coisa que tem. Quem nunca se arriscou nunca vai saber te incentivar a chegar em algum lugar, pode ter certeza!
Está decidido, esse ano vou fazer mais e prometer menos. Listinhas de afazeres se transformarão em atitudes. Não quero mais NADA pela METADE. Nenhum sonho, nenhum projeto, nenhuma amizade, nenhum amor… Já está decidido, se não for por inteiro, eu não quero, dispenso. Estou bem assim, muito obrigada!

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